quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O término e o “oi”


Todo mundo já teve um relacionamento que não terminou muito bem. E mesmo aqueles que “terminaram bem” nunca mais serão a mesma coisa. Aliás, fim de relacionamento é uma das coisas mais bizarras da humanidade.
Pensa comigo: Você passa semanas, meses ou até anos com a pessoa. Divide muita (MUITA) coisa com o tal sujeito. De repente acaba. E um dia....um dia vocês se esbarram e ...  a única coisa que conseguem dizer é “Oi”. E um “oi” bem chinfrim.
E esse “oi” sai dessa forma por vários motivos: orgulho, raiva, timidez, recalque, mas, principalmente, por medo de não receber um “oi” de volta.
De qualquer jeito, é uma situação que causa mal estar.  É claro que em alguns casos, após um longo período de cicatrização, esse “oi” pode se transformar em uma frase, duas, e até numa conversa. Mas pode demorar.
Quando eu termino um relacionamento, eu quero mais é distância! Não quero ver, falar, ter qualquer contato. Acho que assim é mais fácil esquecer, procurar novos rumos. O problema é que às vezes bate o arrependimento, e tudo o que você quer é conversar com aquela pessoa, sem quaisquer segundas intenções. Mas ai aparece o orgulho, a timidez e o medo de receber uma bela esnobada de volta.
O jeito é sair por ai, pra tentar “conversar” com outra pessoa.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A Resposta Certa

Recorda que todos os desafios do mal devem encontrar no campo de nossas almas a resposta em Jesus:
Para o sarcasmo é caridade em forma de silêncio.
Para a calúnia, a resposta é a caridade em forma de perdão.
Para o egoísmo, a resposta é caridade em forma de renúncia.
Para o fanatísmo, a resposta é a caridade em forma de tolerância.
Para a ingratidão, a resposta é a caridade em forma de esquecimento.
Para a preguiça, a resposta é caridade em forma de trabalho.
Para a tentação, a resposta é caridade em forma de resistência.
Para a ignorância, a resposta é a caridade em forma de educação.
Para a violência, a resposta é caridade em forma de brandura.
Para o crime, a resposta é caridade em forma de socorro às vítimas da delinquência.
Para as trevas, a resposta é caridade em forma de luz.
Para todas as atividades inferiores, a resposta é caridade em forma de auxílio à criação do melhor.
Em qualquer problema no caminho da vida, a resposta cristã será sempre desfazer a força do mal pela força do bem.

Emmanuel
Psicografada por Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Pós tempestade



E de repente ela já não mais se importava, voltou a fazer as coisas que sempre fazia antes dele entrar em sua vida e virá-la de cabeça para baixo. O período luto, que pareceu sem fim, havia finalmente terminado.
Sua atenção se voltava para seus dois gatos e suas plantas. Entrou em uma aula de culinária e começou a se interessar por vinhos. Permitia-se comer chocolate uma vez por semana.
Afastou-se de alguns, reaproximou-se de outros e conheceu novas pessoas. Já não havia mais espaço para certas coisas do passado.
E assim foi sua vida durante alguns meses, até que o inevitável aconteceu: o mundo é um ovo de codorna. E na sessão de massas de um supermercado ela o reencontrou.
Foi neste dia que ela descobriu que o tempo é um bom remédio. Cumprimentou-o com um belo e sincero sorriso, o que o deixou visivelmente sem graça. Deixou a massa que havia pegado e se encaminhou para a sessão de bebidas. Pegou sem velho e bom amigo Johnny e foi comemorar: Ela estava apaixonada! Apaixonada pela pessoa que ela havia se tornado pós tempestade.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

A culpa é de Clarice


Na onda do Twitter e principalmente dos aplicativos do Facebook qualquer um pode fazer a linha “intelectual”. Já repararam o quanto as pessoas têm citado Chico Buarque, Bob Marley, Caio Fernando de Abreu e tantos outros sem se quer conhecer uma obra inteira dos mesmos?
Confesso, sem vergonha alguma, que também fiz muito disso, mas a “banalização” de Clarice Linspector na rede me causou grande incomodo, afinal, a coisa já estava ficando bem chata! E justamente por isso, na contramão da maioria, resolvi procurar conhecer melhor a obra de Clarice e posso afirmar: Clarice deve estar muito p da vida conosco!
Em uma coletânea de crônicas, descobri um texto, de 07 de outubro de 1967, intitulada “Chacrinha”, na qual Clarice se mostra horrorizada com as bizarrices do hoje considerado um dos maiores comunicadores da era televisiva. A autora se assustou com a vulgaridade do programa, do desejo pelos quinze minutos de fama dos participantes e pela maneira tanto peculiar do animador. Clarice não sobreviveria ao nosso tempo! Por mais contemporâneos que sejam seus textos, Clarice é uma mulher a moda antiga!
Fico imaginando o quão brava Clarice está com a banalização de seu nome nas redes. E com razão! Quem tem a oportunidade de ler Clarice e encontrar uma de suas tão citadas frases encontra um contexto completamente diferente do que hoje as pessoas utilizam, sem, é claro, perder a doçura e o entendimento único do sentimento humano.
Mas porquê culpar Clarice? É que lendo Clarice, sua luta cotidiana, conhecendo seus laços e entrando um pouquinho em sua intimidade, deu vontade também de bancar a “escritora”, sem, é lógico, tentar se comparar a ela. Quero apenas brincar de ser Clarice!
Ah, e um pedido: Leiam os autores antes de citá-los, afinal, na internet, todo mundo pode bancar o intelectual, mas poucos escapam do ridículo!